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“Gay não é sinônimo de homossexualidade masculina. É apenas um movimento equivocado, que se acha porta voz de todos os homens que fazem sexo entre si.” Fraterno Viril.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Sagrado Batalhão de Tebas e Ordem da Queronéia


I. O filme 300 é uma licença poética, um excelente entretenimento. Porem tem visões históricas e morais muito distorcidas, bem ao gosto do fundamentalismo cristão da classe média norte-americana.
150 pares de soldados (os 300), com vínculos afetivos e da mesma idade, eram a elite do exército de Tebas (cidade-estado da antiga Grécia) no séc. IV aC. Conhecidos como Sagrado Batalhão de Tebas eram temidos, admirados, ferozes, disciplinados. A ligação amorosa entre estes pares de soldados era crucial, pois a proteção mútua (juramento) os tornavam imbatíveis.
Górgidas (418-362 aC) era o comandante deste emblemático exército, onde implantou novas táticas de batalha. Ele tambem redesenhou o mapa político grego e Tebas substituiu Esparta no poder regional.
Após sua morte, seu batalhão foi vencido (Batalha de Queronéia - 338 aC) pelo exército de Alexandre o Grande (Alexandre Magno), que combatia em nome de seu pai Filipe II da Macedônia.

II. Ordem da Queronéia (hoje extinta) foi uma sociedade secreta britânica de combate à perseguição ao homossexualismo masculino, tendo o termo “Causa” como referência a esta opressão.
Foi criada (1897) por George Cecil Ives (1867-1950) e naturalmente esta ordem possuía códigos, senhas, rituais, selos próprios. O extraordinário poeta Walt Whitman era considerado seu profeta.
Teve como membros, entre outros: Charles Kains Jackson, Samuel Elsworth Cottam, Montague Summers, Laurence Housman, John Gambril Nicholson, Oscar Wilde, Charles Robert Ashbee...
Após a morte de Ives, seus arquivos foram comprados e divulgados pelo Harry Ransom Research Center.