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“Gay não é sinônimo de homossexualidade masculina. É apenas um movimento equivocado, que se acha porta voz de todos os homens que fazem sexo entre si.” Fraterno Viril.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Fundoshi



Gay geralmente tem obsessão por cueca de grife, ainda mais se for Calvin Klein ou Versace.
Eu gosto de cueca confortável e que não aperte meus bagos.
O ideal seria não usá-la, mas após uma mijada há o inconveniente dos últimos pingos (resíduo urinário) que teimam em escorrer mesmo após chacoalharmos o pau. E com a idade isto aumentará: problemas da próstata que nenhum homem escapa.
Quando uso calção ou bermuda, dou preferência aqueles que tem um suporte embutido (rede) que substituem a cueca com precisão. Só não se deve usar cueca junto (como 2 cuecas sobrepostas), pois aí ficará como um cinto de castidade apertando sua pica. Cuidemos bem de nossos paus!
 

Desde os primórdios, os homens usavam uma faixa de tecido natural como forma de proteger o pênis. Em lugares quentes, esta era a única vestimenta masculina dos escravos e trabalhadores braçais. 
Esta faixa, enrolada na cintura, cobria o pau e o saco, dava a volta no rabo até prendê-la novamente na cintura. A “genitália” era coberta sem apertar e a bunda ficava de fora... nestes lugares não havia censura religiosa e moral.
Esta vestimenta foi usada até o século XX em regiões não ocidentalizadas, mas o imperialismo europeu (até a 2ª guerra mundial) e norte-americano (pós 1945) impôs as cuecas que conhecemos e usamos. 
No Japão é conhecida por fundoshi e atualmente há um resgate dos antigos valores viris tradicionais que propõe o retorno do fundoshi no dia a dia, e não apenas nos esportes (luta, natação) e festas folclóricas. 
Para nós fica complicado usarmos esta roupa de baixo no nosso dia a dia. Imaginem a situção num mictório, num vestiário de clube ou academia, etc.
No Japão há excelentes artista gráficos que fazem extraordinários desenhos eróticos de homens com fundoshi:

Gengoroh Tagame


Toku Hobayashi

Dois homens, moradores da Inglaterra e parceiros na vida, fizeram vídeos emblemáticos sobre o uso do fundoshi.
São artistas multi-mídia que, com estas prefórmances, quebraram paradigmas das cuecas ocidentais e a obsessão de alguns viados tolos e consumistas em tê-las.
Estes vídeos performáticos devem ser analisados como um manifesto em prol da liberdade peniana ou como licença poética viril.
Assistam aos quatro vídeos da dupla David Goldenberg e Louis Kwong Jr.