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“Gay não é sinônimo de homossexualidade masculina. É apenas um movimento equivocado, que se acha porta voz de todos os homens que fazem sexo entre si.” Fraterno Viril.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Entregar (ou não) a rapadura


O termo "entregar a rapadura" foi muito usado pelos homens brasileiros de outrora. Basicamente quer dizer: "dar bandeira" ou "entregar o ouro". Não tem conotação alguma de doar ou entregar algo fisicamente. Apenas um termo muito bem humorado, herança de um país cordial que não existe mais.
Não tive como escapar e enfrentei bravamente uma confraternização de final de ano (coquetel + jantar) do meu trabalho.
As pessoas beberam, comeram, falaram e dançaram muito além do razoável. Após o jantar, um DJ convocou todos à pista e o estrago começou. Algumas mulheres desesperadas se esfregaram em viados. Estes, por sua vez, cumpriram a triste sina de serem alegres e patéticos. Homens casados, escolados, levaram as esposas para se resguardar do constrangimento reinante. Alguns caras discretos, que sempre mantiveram uma postura legal sem dar satisfação a ninguém, esqueceram dos perigos do “open bar” e jogaram tudo por terra: “entregaram a rapadura” depois do 3º drinque.
Vai a sugestão: querem extrapolar (que ninguém é de ferro)? Façam isto num lugar onde ninguém os conheça. Lugar de trabalho é o local menos indicado para arroubos. Fascistas de plantão (homens e mulheres) se aproveitam destas datas para documentar tudo e postar nas redes sociais, youtube, etc. Estes registros ficam eternizados.
Muitos de nós vivem excluídos e solitários. Nossos links são a nossa riqueza imaterial, estão aí para nos auxiliar: eles nos fortalecem e indicam o melhor caminho para nossas vidas.
Não desanimem: somos o que somos pelo nosso caráter, conduta e postura.